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Cidade: Segura para Mulheres,

Segura para Todos

Eu sei que BH possui inúmeros problemas em seu tecido urbano, mas quando penso na infra-estrutura da cidade de Belo Horizonte sob a ótica dos mais vulneráveis, enxergo quatro problemas principais: insegurança na ocupação da cidade, centralização excessiva, transporte público deficitário e as calamidades causadas pelas chuvas.

Para mim, uma cidade só é verdadeiramente segura quando é segura para as mulheres, pois se é segura para as mulheres, é segura para todos. Pensar a cidade a partir do feminino é pensar uma cidade com um olhar justo e igualitário para todas as pessoas, e é assim que enxergo BH.

Da mesma maneira, uma cidade justa e igualitária precisa oferecer transporte público de qualidade para sua população, pois isto é, antes de tudo, uma questão de dignidade.

O transporte público que nega o acesso aos diversos pontos de nossa cidade é segregador, e algo que precisamos mudar urgentemente. Se a maioria dos cidadãos anda de transporte público, então ele deve ser priorizado, de modo a atendermos essa maioria.

Um outro fator que precisamos mudar para termos uma cidade mais justa é ter uma cidade mais descentralizada. Durante anos, BH foi pensada do Centro para a periferia.

Eu defendo mudarmos a lógica da estruturação urbana e pensarmos BH da periferia para o Centro, descentralizando nossas ações e proporcionando serviços de qualidade em todas as regionais.

Por fim, eu estaria mentindo se dissesse que sei qual é a solução para o problema das chuvas em BH. Mas eu sei que este é talvez o maior descaso com a população periférica da cidade. É um problema que existe há décadas mas que nunca foi solucionado. Por quê?

É isso que pretendo fiscalizar e investigar a fundo, para que, enfim, tenhamos uma cidade onde não exista uma nova tragédia a cada novo janeiro.